Dispepsia

fragmentos que dão novo sentido ao espaço urbano

Temporal: A arte de Stephan Doitschinoff

Conheci o trabalho de Stephan Doitschinoff anos atrás, quando o artista foi responsável pela arte visual do álbum Dante XXI, do Sepultura, e desde então acompanho (e me surpreendo) com suas obras. Recentemente, descobri o documentário Temporal: A arte de Stephan Doitschinoff, que registra a temporada de Doitschinoff em uma pequena cidade do interior da Bahia na qual pôde aprofundar-se na arte sacra e no folclore.

Em seus 13 minutos de duração, Temporal registra o processo que resultou em parte da cidade de Lençóis coberta por pinturas de Doitschinoff, apresentando o desenvolvimento das pinturas e comentários do próprio artista sobre as obras. Um dos fatores mais interessantes é a forma como as pinturas se adaptam aos muros e paredes degradados e como a cultura local influenciou o trabalho. As imagens feitas no cemitério da cidade são ótimos exemplos disso: apesar de manterem a identidade e o estilo de Doitschinoff, são trabalhadas de forma a assimilar a religiosidade e a história local, resultando em uma beleza não apenas estética, mas carregada de significado.

A direção do curta é de Bruno Mitih e a trilha sonora é composta por músicas do Hurtmold.

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Galeria virtual +Soma

Obra de Shepard Fairey presente na edição #4 da + Soma

Obra de Shepard Fairey presente na edição #4 da + Soma

A +Soma é uma revista mensal gratuita feita em São Paulo e que aborda a cultura contemporânea em seus diferentes aspectos, com destaque para as artes visuais, a música e a cultura skatista. Em seu site, uma das seções que mais chama atenção é a galeria virtual, que mensalmente apresenta os trabalhos de artistas de todo o mundo e que participaram de alguma edição da revista.

Nem todos os artistas selecionados costumam expor suas obras em galerias e transitam entre o grafite, pintura, esculturas e até mesmo a produção de ilustrações para skates.

A galeria virtual da +Soma é uma ótima de conhecer jovens e interessantes artistas contemporâneos que ainda são pouco conhecidos no Brasil, como Shepard Fairey, que ilustra este post e, entre outras coisas, foi responsável pelas capas de recentes edições dos livros 1984 e A Revolução dos Bichos no exterior.

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