Dispepsia

fragmentos que dão novo sentido ao espaço urbano

Pedra e tanque são mais que notícias

Pedra e tanque são mais que notícias

Pedra e tanque são mais que notícias

Uma intervenção ativista, cheia de simbolismos, realizada em Belo Horizonte pelo Cidadão Comum, Azucrina, Figaeroa e Gangsta incitando à reflexão em relação ao conflito na Faixa de Gaza e lembrando que o cerne da questão enfrentada no Oriente Médio é “tão real quanto os próprios conflitos que a cidade e os cidadãos vivem cotidianamente” aqui, perto de todos nós.

A ação aconteceu em um prédio na Avenida Antônio Carlos, onde vários edifícios estão sendo demolidos para que a avenida seja duplicada. O fato do próprio ambiente da intervenção estar em declínio reforça o significado de destruição e existência efêmera da intervenção, relacionando ambo(s) ao conflito(s) (nossos e de Gaza).

Todo o processo está relatado no blog Até o Centro, desde a idealização à realização, sendo que o trecho abaixo é bastante representativo em relação a proposta da intervenção:

“enquanto escrevíamos nossa frase no muro uma retroescavadeira derrubava as paredes em volta como se fossem feitas de cartas de baralho, os noiados perambulavam como ratos nos escombros em busca de vigas de aço para transformar em pedra, os carros consumiam a cidade e os cidadãos se deixavam levar pelo “ritmo de mercado”, calando suas dores – pois os ônibus faziam muito mais barulho que seus possíveis lamentos. nós, pintando uma avenida, geograficamente longe dos tiros e das dores de crianças palestinas, dos choros daquelas mães, estávamos buscando consciência da realidade evocada, e ela não estava muito distante de nós. afinal, as pedras palestinas atiradas contra tanques blindados israelenses não são exclusividade do Oriente Médio. eles também se enfrentam aqui debaixo dos nossos olhos o tempo todo, em cada vestígio da luta de classes. em cada esculacho de um patrão, em cada ônibus lotado, cada cidadão assassinado pela polícia, cada lamento de pobreza, cada pedra de crack, cada esperança eclipsada pelo trabalho, cada mentira contada na TV, cada caminhão de minério levado embora, cada ciclista atropelado – pedras ricocheteiam em tanques…”

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Shepard Fairey em vídeo do N.A.S.A

Um dos mais conhecidos artistas de rua do mundo (ainda mais depois de criar a imagem-símbolo da campanha presidencial de Barack Obama), Shepard Fairey também está envolvido no primeiro vídeoclipe do projeto musical N.A.S.A, do brasileiro DJ Zegon (ex-Planet Hemp) e o produtor norte-americano Squeak E. Clean.

A música em questão, “Money”, tem vocais de David Byrne (ex-Talking Heads), Seu Jorge, Chuck D (Public Enemy), Ras Congo e Z-Trip e em seu vídeo figuram várias ilustrações de Fairey reunidas em forma de animação.

Recentemente Fairey esteve presente nos noticiários devido ao processo que abriu contra a agência de notícias AP por uso indevido da imagem criada para a campanha de Obama e por sua prisão em Boston, nos Estados Unidos, onde havia dois mandatos de prisão por causa de intervenções realizadas na cidade.

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